Pular para o conteúdo

San Gimignano, a cidade das torres

31 outubro 2010

O vilarejo de San Gimignano concentra uma grande parte das belezas que percorrem o imaginário de turistas em relação à região italiana da Toscana. Campos de girassóis, fazendas com rolos de fenos, ruelas estreitas, casas de pedras com flores coloridas nas janelas, ares medievais, oliveiras, vinhedos, vinhos e sol. Do alto de sua colina, a citadela domina o vale de Elsa com suas torres, se exibindo diante do viajante que chega por meio de qualquer uma das vias sinuosas que levam ao centro histórico, listado no Patrimônio Mundial da Unesco.

O burgo, que serviu como local de passagem para peregrinos e comerciantes que atravessavam a “Via Francigena”, teve seu crescimento a partir do século 10. Seu nome veio do bispo de Modena, St. Gimignano, que teria salvado o vilarejo de ataques bárbaros. A marca da cidade são as suas torres, que chegam a 50 metros de altura e podem ser avistadas de longe. Ao total, são 14 torres remanescentes das 72 que já existiram ali. Foram construídas pelas ricas famílias comerciantes como sinal de poder.

Atrações

Chegando ao vilarejo, após atravessar a Porta San Giovanni, deixe-se levar pela via de mesmo nome, passando por algumas construções dos séculos 13 e 14 e perdendo-se nas ruelas, hoje repletas de comércio. Os principais pontos de atração são a Piazza della Cisterna, Piazza del Duomo, Porta San Matteo, Palazzo del Popolo e a Igreja St. Agostino. Em um dia é possível visitar quase toda a cidade. Deixe, no entanto, tempo livre para saborear um bom “gelato”, descansar em uma praça vendo o movimento, almoçar ou jantar tranquilamente em um restaurante e degustar o famoso vinho da região, o Vernaccia di San Gimignano — primeiro vinho italiano a receber a denominação de origem controlada.

Hospedagem

A melhor hospedagem em San Gimignano não é dentro da cidade das torres. Para apreciar o vilarejo erguido em uma colina iluminado à noite, o lugar certo é o camping Boschetto di Piemma, localizado a 1 quilômetro da área intramuros. A partir dele, se faz uma caminhada pela estradinha que liga os dois, sentindo o cheiro do campo, vendo alguns cavalos pastando e apreciando a vista do conjunto da cidade. E o melhor: pagando menos pela hospedagem do que na citadela.

Além do espaço para as barracas, o camping também possui alguns chalets, bangalôs e casas, com bastante infra-estrutura: mini-mercado, piscina, sala de jogos e de televisão, quadra de esportes, parque infantil, área para churrasco. Os preços no camping variam entre € 6,70 e € 10,10 a noite por adulto dependendo da época do ano. Uma barraca pequena sai por € 4,90 na baixa temporada e € 6,90 na alta.

Boschetto di Piemma
Loc. Santa Lucia 38/c
Tel. 39.0577.940352
Tel invernale +39.0577.907134
info@boschettodipiemma.it

Chegando e partindo

Pode-se chegar a San Gimignano de trem e ônibus a partir de Florença ou Siena. Não há serviço direto e todos os trens param em Poggibonsi, onde é necessário efetuar a troca para um ônibus, já que em San Gimignano não há estação de trem. Aproveite para dar uma caminhada na pequena cidadezinha de Poggibonsi e tomar um sorvete. Ao lado da estação de trem, há uma pequena e deliciosa sorveteria (como a grande maioria das gelaterias da Itália!). Os ônibus para San Gimignano partem a cada hora, aproximadamente. Para consultar os horários, consulte o site http://www.ferroviedellostato.it/

Para deixar San Gimignano, passa-se novamente por Poggibonsi. A partir dali para outra destinação, verifique se o seu bolso está munido de moedas, já que em alguns pequenos vilarejos da Toscana não há guichês com atendimento nas estações de trem. Este era o caso de Poggibonsi, pelo menos em 2005. Na época, tentamos comprar o bilhete em uma máquina automática … quebrada. Outra só aceitava moedas. Como nesses casos se pode adquirir a passagem no trem, resolvemos embarcar e procurar o fiscal. Sem sucesso. Decidimos sentar e prosseguir a viagem. Enquanto degustávamos um sorvete, recém adquirido na sorveteria mencionada, a cobradora surgiu à paisana, dando início a um diálogo digno da Torre de Babel. Com algumas consultas ao dicionário de italiano e depois de ouvir um sermão, a viagem pôde, enfim, seguir a diante… rumo a mais aventuras pela ensolarada Toscana.

Uma noite nova-iorquina

10 agosto 2010

Em uma noite fria de fevereiro 2004, o ânimo de vagar nas ruas ventosas de Nova York era impulsionado pela vontade de conhecer a noite da cidade que nunca dorme. I want to wake up in the city that never sleeps, como cantou Frank Sinatra. Adentramos o Back Fence (A Cerca dos Fundos, em uma tradução livre), um bar aparentemente despretensioso, meia-luz reinando no interior, poucas mesas, quase todas ocupadas, uma espécie de estrado à direita fazendo o papel de palco.

Rapidamente, uma travessa de amendoins crus foi colocada à nossa mesa, os pedidos de cerveja feitos, e o som começou a rolar. Alguém se levantou da sua cadeira e foi em direção ao palco. Algo semelhante a Janis Joplin estava ali. A partir dela, vimos se apresentarem quase todas as pessoas do local. Estávamos num bar frequentado por músicos! O repertório? Rock clássico, anos 60 e 70.

Enquanto isso, a garçonete recolhia as cascas dos nossos amendoins e as jogava no chão, juntando-as à espessa camada que ali havia.

A percepção desse ambiente misto de country com Woodstock, a espontaneidade dos frequentadores e atendentes, nos fez sentir em casa nesse bar de nova-iorquinos.

Nada melhor, na cidade de bares disfarçados e clubes secretos, que sair caminhando até descobrir a sua própria noite, sentir onde estão os nativos e segui-los no estilo preferido de cada um.

Se a pedida é cantar com os amigos, sem se preocupar com a decoração, se divertir ouvindo rock, tomando cerveja e jogando uns amendoins no chão, o seu endereço em Nova York é Back Fence.

Fotos: Helena Kempf

Serviço:

Back Fence Bar
www.thebackfenceonline.com
155 Bleecker Street
Greenwich Village
New York, NY 10012-1438, United States
(212) 475-9221

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.